Hoje em dia, com o uso constante de computadores e dispositivos
móveis há uma preocupação geral de que as pessoas estão aos poucos
desaprendendo escrever. Houve há dois anos atra´s inclusive um bafafá daqueles quando o Departamento de Educação do estado de Indiana, Estados Unidos aboliu o uso da letra cursiva, algo que ajuda o desenvolvimento da criança e estimula o aprendizado (conforme estudos publicados).
Isso também está preocupando os japoneses, que temem o desaparecimento do shodo (caligrafia artística),
uma tradição herdada desde tempos imemoriais, e consequentemente a
capacidade do japonês com a caligrafia geral seja afetada. Considerando
que seu alfabeto é constituído de milhares de kanjis que precisam ser
minuciosamente desenhados, é uma preocupação genuína se gerações futuras
perderem o contato com ela, comprovada por uma pesquisa
realizada em 2012, onde 60% dos entrevistados admitiram que estão
perdendo a capacidade de desenhar kanjis. É aí que entra o robô
demonstrado no vídeo a seguir.
Desenvolvido na Universidade de Keio pela equipe
do professor adjunto do Departamento de Engenharia e Design de
Sistemas Seiichiro Katsura, o braço mecânico foi projetado para replicar
os movimentos de Juho Sado, um renomado calígrafo de 89 anos de idade
com precisão, e inclusive
aprende qual a pressão necessária a ser aplicada no papel para desenhar o
caracter. Após a captura do movimento, uma criança só precisa segurar a
haste e observar como o robô se movimenta, tentando seguir o processo.
Um workshop foi realizado com crianças do fundamental na última
terça-feira, demonstrando a técnica.
Ainda que a pesquisa esteja no comecinho, todo esforço para manter a
tradição da caligrafia, seja aqui ou lá é válida, a escrita cursiva é
importante tanto para a alfabetização quanto para o desenvolvimento
cognitivo, e não pode ser abandonada.

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